Isso não é Nicho!

Psi, o Papo sobre Nicho, mexeu com os ânimos de todo mundo. Então, a proposta deste texto é levantar algumas questões para que você consiga pensar se você tem um Nicho bem definido ou Não.

Antes de mais nada, é preciso saber “O por quê do Nicho ser Importante“. Ele é importante porque é a partir desta definição que vamos pensar e repensar nossa forma de nos comunicar na internet.

Por mais que possamos enxergar a ansiedade e a depressão como características que destacam, por exemplo, um certo grupo de pessoas na realidade. Por outro lado, a ansiedade e a depressão não são experiências vividas por um grupo especifico de pessoas. pelo contrário, são dificuldades generalizadas.

A ansiedade e a depressão atinge a criança e adulto, homem e mulher, pessoas de baixa e alta renda, da periferia e do centro da cidade, etc..

Você se imagina falando da mesma forma com estas pessoas tão diferentes?

É curioso, que no fundo, todas as psicólogas sabem disso.

Se você for convidada para dar uma palestra, certamente vai se preocupar em saber um pouco do perfil das pessoas para quem você vai falar. Mas, você já percebeu que na internet a tendência é fugir pela tangente e abusar dos conteúdos generalistas e técnicos?

Sim! O Nicho é importante! E muitas vezes um nicho é um recorte de pessoas com muitos problemas diferentes.

Percebo convivendo com muitas Psi´s que na hora de definir um nicho, rola um certo “stress”, porque a maioria não gostaria de trabalhar só com depressão ou só com ansiedade.

Trabalhar com um problema especifico pode até ser interessante, mas um nicho pode sim ter vários problemas.

Eu diria que na maioria das vezes ansiedade e depressão nem podem ser considerados nichos.

Se você vive em uma cidade pequena, talvez este simples recorte te dê um nicho, mas se mora em uma cidade de médio ou grande porte, e, se quer atuar na internet, ansiedade e depressão são coisas tão amplas que não podem ser consideradas nicho.

O Nicho é um Recorte da realidade, mas um recorte feito baseado em que?

Em semelhanças e diferenças.

Se assumirmos a ansiedade para pensar em nicho, podemos nos questionar: Que tipo de pessoas eu gostaria de trabalhar?

Mulheres; Homens; Adolescentes; Empresários; Estudantes Universitários?

Na produção de conteúdo, assim como em uma palestra, quando falamos para universitários consideramos os problemas típicos que a ansiedade gera para os universitários ou para outro recorte.

-Mas Cadu, eu não quero trabalhar só com homens, mulheres, universitários….

Sim, estes são apenas exemplos. Um nicho não é algo tão simplório assim. Por isso pensamos em termos do que nós mesmos temos afeto e o que gostamos.

 

As divisões da realidade podem ser infinitas, basta saber procurá-las.

Eu poderia por exemplo, trazer a ansiedade de um grupo bem diferente em pauta: A Ansiedade dos Atletas; A Ansiedade dos Relacionamentos; A ansiedade de quem vive no centro de São Paulo…

Geralmente o que gostamos em nossa vida nos dá um forte norteador para este tipo de definição.

E aí? Como esta seu Nicho?

Você tem muito claro para quem você fala na internet?

Abraços,

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Cadu Borbolla

“Co-Fundador do Instituto PsicoEducação, Publicitário, Palestrante e Consultor de Marketing e Marketing Digital, atuou como terapeuta por mais de 10 anos com certificação internacional e extensão universitária em hipnose, além de formação em terapia cógnito comportamental. Apaixonado por Psicologia e Desenvolvimento Humano, é graduando em Psicologia.”

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