Sem ética não tente usar nada daqui

Como fica a questão da ética quando falamos do Marketing e Publicidade aplicado para a Psicologia?

Alguns dias atras me perguntaram se era possível fazer propaganda e manter uma certa ética.

Costumo ser muito taxativo com esse tipo de pergunta.

Para mim não existe “uma certa ética”. Existe Ética!

Sei que isso é uma postura pessoal, e infelizmente nem todas as pessoas analisam suas ações para manter-se assim. Mas, me anima saber que a maioria das Psi´s que conheço divide este tipo de pensamento. (diferente de outras áreas de atuação)

O marketing e a publicidade não são antagonistas da ética e nem tem o papel de tornar a psicologia mercantil.

Aplicado com honestidade o marketing digital e de conteúdo nos lembra da necessidade de uma constante reflexão ética.

Atualmente o principal expoente do Marketing é Philip Kotler. Sua proposta é um processo centrado no ser humano.

É interessante perceber o termo “ser humano” em lugar de “cliente”, “consumidor” e etc. Isso já mostra que estamos diante de uma postura diferente.

Sinteticamente a ideia é que precisamos gerar valor para as pessoas e o mundo. Não importa o que você esta “vendendo”. Pode ser um produto, serviço ou até informação gratuita.

Sem gerar valor para as pessoas, considerando toda a sua humanidade, não conseguimos nada sustentável.

Tomando a necessidade de gerar valor com base, podemos refletir que seria contraditório achar que poderíamos gerar valor e deixar a ética de lado. Afinal, onde não existe ética falta valor.

Com isso em mente, até a relação com aqueles que chamaríamos de “competidores” ou “concorrentes” no modelo antigo, precisa ser revista e enquadrada neste modelo ético.

É claro que ética, como a maioria já sabe, não é um conjunto de comportamentos fixos, é algo que vai muito além disso.

No código de ética da Psicologia (site.cfp.org.br) temos vários norteadores para a atuação Psi. Se formos analisar ponto a ponto, seria possível listar como o marketing atual é capaz de trabalhar junto e, em certas condições, ser um facilitador para a manutenção do que o código dispõe.

Com esta explicação simples você consegue entender melhor este assunto?

Fale o que pensa nos comentários 🙂

Abraços

 

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Cadu Borbolla

“Co-Fundador do Instituto PsicoEducação, Publicitário, Palestrante e Consultor de Marketing e Marketing Digital, atuou como terapeuta por mais de 10 anos com certificação internacional e extensão universitária em hipnose, além de formação em terapia cógnito comportamental. Apaixonado por Psicologia e Desenvolvimento Humano, é graduando em Psicologia.”

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