Sucesso na Web é para Poucos. Por quê?

A Internet não é um mundo a parte da realidade. É uma extensão do mundo, com as mesmas características e padrões.

Oferece oportunidades e é também uma facilitadora profissional, democratizadora de conhecimento e campo de interação com muitas e variadas pessoas.

Mas, também é injusta, criminosa, segregadora, superficial e não democrática.

Ha vários meses atras li um livro bem conhecido do Mario Sergio Cortela, onde ele discute, dentre outras coisas, o papel da escola. (Conhecimento Escolar: epistemologia e política) e, apesar de não ter o livro em mãos, para checar, me lembro que ele usa 3 termos muito interessantes:

  1. Otimismo ingenuo;
  2. Pessimismo Ingenuo;
  3. Otimismo critico.

Posso dizer sinteticamente que ele procura demonstrar que a ideia de uma escola salvadora, que pode mudar o mundo e as relações, escola neutra e supra social é simplesmente otimista e ingenua. Da mesma forma, no sentido inverso, a ideia da escola  meramente reprodutora de injustiças sociais e fomentadora de padrões e desigualdade, também é bastante ingenua. Cortela propõe um otimismo critico. Isso é, entendermos e agirmos na escola, reconhecendo sua ambivalência e suas possibilidades.

Então, a escola é: Boa e má, democratizadora e segregadora…

Mas, por que falar disso?

Porque atribuímos a internet uma função social. E, de certa forma, muitas pessoas tem se posicionado em relação a internet de maneira bem radical. Muito próximo da ideia de otimismo ingenuo e pessimismo ingenuo.

Longe de mim tentar elaborar uma linha de raciocínio e argumentações tão precisas como o Cortela. Mas, gostaria de emprestar estes termos para transportá-los para a relação que as pessoas e principalmente as Psi´s tem estabelecido com a internet.

Como no otimismo ingenuo, muitas Psi´s tem mantido uma postura alinhada com o sonho americano (de James Truslow Adams). Um “lugar” onde você pode tudo e os sonhos acontecem. A internet como um espaço que pode romper barreiras e gerar prosperidade com facilidade.

Mas, se você não consegue, isso é fruto da sua inabilidade.

No sentido oposto, do pessimismo ingenuo, outras Psi´s, principalmente as não familiarizadas com a internet, veem apenas problemas e riscos. Um mundo de ilusões e decadente. Uma internet que tudo vem roubar e nada tem a acrescentar para as Psi´s, quiça para a sociedade.

Mas, talvez a maioria das respostas edificantes e as possibilidades da internet não se encontrem nestes estremos, mas sim em uma postura similar ao otimismo critico proposto por Cortela.

A internet não é um lugar fácil. Ela não alça todos as alturas e nem é justa. A internet tem sim possibilidades e faz parte da realidade humana atual. Negá-la é se distanciar da própria humanidade.

Para entender quem faz sucesso ou não na internet, precisamos olhar para a própria sociedade.

Este “sucesso” no sentido de prosperidade, é conferido e facilitado para aqueles detêm ótimos contatos, dinheiro para investir ou informações privilegiadas.

Então, quer dizer que ela não é um espaço onde temos grande possibilidades de sucesso?

Pelo contrário, nós temos sim grande possibilidades na internet, principalmente quando aprendemos a compartilhar e unir forças em lugar de apenas desejarmos nosso desenvolvimento pessoal.

Um passo importante para nos desenvolvermos na web é a colaboração.

A colaboração é a via alternativa onde com espirito comunitário realizamos em conjunto aquilo que sozinhos dificilmente faríamos.

Então, voltando a pergunta. por que poucos fazem sucesso na internet? Porque não detêm o que precisam (informação, dinheiro e contatos), estão presas num otimismo ou pessimismo ingenuo e ainda não conseguiram considerar o trabalho colaborativo e uma relação de otimismo critico com a internet.

Parte do meu desejo, hoje em dia, é trazer um pouco desta postura do otimismo critico e um modelo de desenvolvimento da relação com a internet mais realista e colaborativo.

Isso faz sentido para você? Me conta nos comentários…

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Cadu Borbolla

“Co-Fundador do Instituto PsicoEducação, Publicitário, Palestrante e Consultor de Marketing e Marketing Digital, atuou como terapeuta por mais de 10 anos com certificação internacional e extensão universitária em hipnose, além de formação em terapia cógnito comportamental. Apaixonado por Psicologia e Desenvolvimento Humano, é graduando em Psicologia.”

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